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sexta-feira, 10 de abril de 2015

A Cia. franco-brasileira Les Trois Clés oferece uma oficina gratuita com Eros Galvão.

Atenção!!!

A Cia. franco-brasileira Les Trois Clés oferece uma oficina gratuita com Eros Galvão. A oficina visa a seleção de um elenco brasileiro para o "La Gigantea".



20 A 24 DE ABRIL / 13:30H ÀS 17H
27 E 28 DE ABRIL / 13:30H ÀS 17H
ONDE: Casa do Amok ( Rua das Palmeiras, 96, Botafogo, Rio de Janeiro.)

GRATUITO

INSCRIÇÃO: Enviar carta de intenção até dia 18 de abril para: erospgalvao13@gmail.com

PROCESSO DE OFICINA E SELEÇÃO:
A oficina (ministrada por Eros P Galvão) tem como objetivo formar uma equipe brasileira para a remontagem do espetáculo Gigantea do repertório da Cia franco brasileira Compagnie Les Trois Clés, indicada para atores, marionetistas, bailarinos e músicos.
A peça já percorreu vários países e festivais internacionais, e em 2009 a Gigantea obtém o apoio d Anistia Internacional França.


lestroiscles.com





Apoio: Amok Teatro

Um pouco sobre a professora, historiadora, crítica teatral e tradutora Barbara Heliodora


Ela me contagiou com sua paixão por W. Shakespeare.

Lembro-me dela dizendo que a cor preta em Hamlet não era apenas respeito ou luto pela morte de seu pai, mas antes, um ato de protesto!

Aliás, não apenas a paixão pelo Bardo, mas também por um olhar não discriminatório sobre o teatro de feições “singela” e popular ocorrido no Rio de Janeiro entre o último quartel do século XIX e o primeiro do XX. 

Essas, para mim, foram o divisor de águas, não apenas em criar o prazer que tenho por esse teatro, mas  para entender a possibilidade de como existir um Shakespeare para todos.

“Tudo está na Bíblia ou em Shakespeare.” (B.H.)


Vá em paz professora...

...

Na manhã do dia 10 de abril de 2015, no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde estava internada desde março, faleceu a professora, historiadora, crítica teatral e tradutora Barbara Heliodora.

Os pais de Barbara Heliodora
Barbara Heliodora tinha 91 anos. Carioca, nascida em 29 de agosto de 1923. Dos pais herdou a paixão pelo teatro e pelo futebol. Filha de Marcos Carneiro de Mendonça, historiador e - como sempre gostava de frisar - do “goleiro-galã” do primeiro time do Fluminense e da seleção brasileira, e de Anna Amélia de Queiroz, intelectual, poeta e tradutora. Sua mãe talvez jamais imaginasse que o presente que daria a sua filha, quando esta tinha ainda apenas 12 anos de idade, desenharia o destino de sua vida. Em suas mãos chegavam as edições completas da obra de William Shakespeare, em inglês. E como ao futuro não podemos cobrar dívidas, com o passar dos anos estudou e se formou (nos anos 1940) em literatura inglesa no Connecticut College, nos Estados Unidos. Aos 35 anos, iniciou a carreira no jornalismo, no jornal Tribuna da Imprensa, entre outubro de 1957 e fevereiro de 1958. No ano seguinte já assinava uma coluna especializada em artes cênicas no “Jornal do Brasil”, onde suas rigorosas e bem fundamentadas análises passaram a exercer considerável influência na cena teatral carioca e na modernização da crítica especializada.


Foi no Jornal do Brasil, onde trabalhou até 1964, que sua carreira conquistou respeito e seriedade pelo conhecido rigor dos seus artigos e críticas. Ela era responsável pela resenha de teatro do jornal. A classe teatral brasileira se referia a ela como a "Dama de Ferro". Nos teatros, gostava sempre de sentar nas primeiras fileiras para assistir aos espetáculos. Integrante e uma das líderes do Círculo Independente de Críticos Teatrais, Barbara atuou como crítica até 1964, quando se afastou do “Jornal do Brasil” para assumir a direção do Serviço Nacional de Teatro (SNT), cargo que exerceu até 1967. Daí em diante, dedicou-se integralmente ao ensino. Como professora do Conservatório Nacional de Teatro e também do Centro de Letras e Artes da UNIRIO, lecionou História do Teatro, entre outras disciplinas, até a sua aposentadoria, em 1985. Entretanto, na segunda metade da década de 90 retorna à UNIRIO e ministra aulas no Curso de Mestrado em Teatro.

Barbara voltou ao exercício da crítica teatral em 1986, na revista “Visão”, e logo depois se estabeleceu como a principal crítica teatral do jornal GLOBO, cargo que exerceu ininterruptamente até janeiro de 2014, quando anunciou a sua aposentadoria. 

Mesmo sem a rotina de escrever diariamente sobre teatro, Barbara continuou a fazer traduções e participar de mesas de debates sobre Shakespeare, em reuniões semanais em sua casa, no Largo do Boticário.

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Tradutora de obras teóricas fundamentais da História do Teatro, como “O teatro do absurdo”, “A anatomia do drama” e “Brecht: dos males o menor”, todos de Martin Esslin, além de “Shakespeare”, de Germaine Greer. Um de seus maiores desafios foi a tradução de mais de 30 peças de Shakespeare para o português.

Nos anos 1970, ela deu uma guinada na sua carreira como teórica, tendo seus primeiros livros publicados. O primeiro deles, “Algumas reflexões sobre o teatro brasileiro” (1972). Em 1975, como acadêmica da USP, defendeu a tese de doutorado “A expressão dramática do homem político em Shakespeare”, publicado posteriormente em livro. Em 1997, "Falando de Shakespeare", onde reuniu conferências realizadas ao longo de 15 anos de trabalho. Em 2000, Barbara escreveu "Martins Pena, uma introdução", a convite da Academia Brasileira de Letras. Em 2004, ela  lançou uma coletânea de ensaios: "Reflexões Shakespearianas".  E na companhia de outros quatro autores, lançou em 2005  "Brasil, Palco e Paixão" - Um século de Teatro", sobre uma parte da história do teatro brasileiro no século XX. Em 2013 publicou “A história do teatro no Rio de Janeiro”. Em 2014, teve fôlego para lançar “Shakespeare: o que as peças contam — Tudo o que você precisa saber para descobrir e amar a obra do maior dramaturgo de todos os tempos”. O último livro foi "Caminhos do teatro Ocidental", resumo do trabalho como professora de história do teatro, de 1966 a 1985.
W. Shakespeare

Em uma de suas últimas entrevistas disse que pensava sobre a contribuição do teatro. "O teatro é um documentário perfeito da história do ocidente. Você lendo as peças você vai acompanhar o desenvolvimento do ocidente exatamente. Os autores teatrais acabam refletindo exatamente a história toda".

Ao aprofundar seus estudos sobre Shakespeare, Barbara se tornaria referência internacional sobre o mais importante autor da dramaturgia universal, tendo representado o país em eventos internacionais e publicado ensaios em publicações conceituadas, como o Shakespeare Survey, na Inglaterra. Além claro, de consolidar-se como uma das mais importantes e respeitadas pesquisadoras do teatro brasileiro.


L.L.

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Jornal O Globo


“Uma espécie de tensão silenciosa se instalava quando ela chegava ao teatro, como se anunciasse: Barbara Heliodora, a grande dama da crítica teatral brasileira, chegou. Era fácil distingui-la. Trazia os belos cabelos brancos sempre bem penteados, os óculos generosos bem equilibrados sobre o nariz afilado, a postura ereta. Parecia uma senhora sorridente inglesa, daquelas que observam com prazer e rigor o chá servido em finas xícaras de porcelana. A alusão à Inglaterra não é gratuita. Barbara Heliodora estava entre as maiores especialistas (e tradutoras) na obra do mais celebrado dos autores ingleses, William Shakespeare. O país acaba de perder a inteligência arguta, o humor ferino e a sinceridade dolorosa de Barbara Heliodora, que marcou sucessivas gerações com suas críticas afiadas — publicadas de 1990 a 2014 no Segundo Caderno do GLOBO.

Diretores e atores do teatro carioca sabem bem disso. E, concordando ou não com suas análises, ninguém ficava indiferente ou deixava de dar valor à atenção e ao cuidado da análise da veterana especialista — fosse à qualidade da iluminação ou aos detalhes do cenário. Nos últimos anos, mesmo com idade avançada, e já debilitada pelas sucessivas pneumonias que acabaram por vencê-la, Barbara mantinha uma rotina profissional impressionante, assistindo de quinta a domingo a espetáculos para todos os gostos e de todos os níveis: de iniciantes a consagrados nomes da cena teatral.” (10/03/2015) 



Barbara Heliodora - Shakespeare e o Teatro Elizabetano



Site oficial de Barbara Heliodora
clique na foto!




domingo, 5 de abril de 2015

Salina (A Última Vértebra), por Tânia Brandão


Salina (A Última Vértebra)


clique na foto para ler a excelente crítica feita pela professora, crítica e historiadora tânia brandão sobre o espetáculo "salina (a última vértebra)", PELA CIA. AMOK TEATRO apresentado no sesc COPACABANA entre os meses de fevereiro e março de 2015. 


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AQUI VOCÊ SABE ONDE OCORRERÃO AS PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES.

domingo, 22 de março de 2015

A Inglaterra dá início a uma cerimônia para enterrar um rei conhecido como malvado e ladrão de trono, Ricardo 3º.

Com atraso de 530 anos, Inglaterra inicia funeral de rei 'malvado' Ricardo 3º
  • 22 março 2015


Credito: Getty
Restos mortais foram encontrados em 2012 em um estacionamento em Leicester

Com mais de 500 anos de atraso, a Inglaterra dá início neste domingo a uma cerimônia de cinco dias para enterrar um rei conhecido como malvado e ladrão de trono, Ricardo 3º.
Retratado por Shakespeare como um tirano corcunda, Ricardo foi morto na Batalha de Bosworth, em 1485, mas seus restos mortais se perderam com o tempo.
Em 2012, cientistas britânicos localizaram o esqueleto do rei em um estacionamento na cidade inglesa de Leicester.
O esqueleto – que apresentava a coluna curvada – passou por testes que comprovaram que o DNA era compatível com os descendentes do monarca.
Os restos mortais do rei serão depositados na Catedral de Leicester na quinta-feira, mas farão um tour antes disso, passando pelo campo de batalha onde Ricardo foi morto.
Ricardo governou o reino da Inglaterra no século 15 e foi o último monarca britânico morto em batalha.
Desde que seu esqueleto foi descoberto, sua imagem sofreu uma mudança positiva. Em vez de ser visto apenas como um tirano que roubou o trono, ele passou a ser descrito por alguns como um monarca típico de sua época.


Credito: EPA
Caixão com restos mortais de monarca é levado da universidade de Leicester

O rei foi o último da casa dos Plantagenet, uma dinastia de origem francesa que deu lugar aos Tudor. Segundo a mídia britânica, a rainha Elizabeth 2ª, da casa de Windsor, deve comparecer ao enterro do "rei mau".
Mas a disputa de dinastias ainda causa polêmica.
"Não acho que outros membros da Família Real vão comparecer. Eles reivindicam o direito ao trono como descendentes dos Tudor e ainda se referem a Ricardo como o rei usurpador em seu site", disse Philippa Langley, da Sociedade Ricardo 3º, ao jornal The Sunday Express.

Esquecimento

Em 1483, logo após a morte de seu irmão, Ricardo foi nomeado como tutor de seu sobrinho, Eduardo 5º. Mas decidiu assumir o poder.
Após apenas dois anos de reinado, ele foi morto na batalha de Bosworth, após ser desafiado pelo futuro rei Henrique 7º, da dinastia Tudor.
Segundo os especialistas, o rei Ricardo 3º foi enterrado às pressas em uma igreja no centro de Leicester, sem sinal de que um caixão foi usado.


Credito: PA/Leicester University
Esqueleto de monarca foi colocado em um 'ossário' de chumbo neste semana

A igreja foi demolida no século 16, e a localização da cova acabou sendo esquecida nos séculos seguintes.
No entanto, um grupo de entusiastas e historiadores conseguiu rastrear a área provável da sepultura. Eles também conseguiram, após uma análise genealógica minuciosa, encontrar um descendente do rei para comparar o DNA.

Escoliose

Durante a pesquisa, descobriu-se que os ossos pertenciam a um homem que em torno de 30 anos -Ricardo 3º tinha 32 quando foi morto.
Seu esqueleto mostrou sinais de dez ferimentos, incluindo oito no crânio – dois deles potencialmente fatais.
Ricardo 3º costumava ser retratado por alguns historiadores como uma pessoa "deformada" – e realmente, pelo esqueleto, pode-se observar que sua coluna era bastante curvada, devido a uma escoliose.
No entanto, não foram encontradas indícios de outros problemas descritos pelos estudiosos em caracterizações exageradas do rei.
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fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/03/150322_funeral_ricardo_lab?ocid=socialflow_facebook