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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

O teatro cômico e musicado na Primeira República: A presença da cultura afro-brasileira na cidade do Rio de Janeiro, por Luciano Loureiro

Tenho muita satisfação em publicar aqui a última edição da revista Urdimento, v. 2 n. 41 de 2021, com o Dossiê Temático: “O Teatro Popular Musical e suas multiplicidades”. Dossiê com artigos de altíssima qualidade - que merecem ser lidos e guardados - e onde consta também artigo meu intitulado: "O teatro cômico e musicado na Primeira República: A presença da cultura afro-brasileira na cidade do Rio de Janeiro."


Editora - Chefe: Profa. Dra. Vera Collaço
Editores Dossiê Temático: O Teatro Popular Musical e suas multiplicidades – Lívia Sudare (UFBA), Neyde Veneziano (UNICAMP), Christina Streva (UNIRIO), Ângela Reis (UNIRIO), Filomena Chirardia (Universidade Nova de Lisboa), Christina Baker (Temple University -USA), Daniel Marques (UFRJ).






Att.,

Luciano Loureiro

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Nota pública dos Diretores Gerais à Comunidade escolar do Colégio Pedro II

MEC corta 36% da verba do Colégio Pedro II, única escola federal de ensino básico, fundada em 1837

Com 14 campi nas cidades do Rio de Janeiro, Niteróri e Duque de Caxias, o Colégio Pedro II tem quase 13 mil alunos. Corte ultrapassa R$ 18,5 milhões e "terá implicações devastadoras", segundo diretores

Em nota pública divulgada nesta quinta-feira (2), diretores do Colégio Pedro II dizem que o corte de 36,37% do orçamento informado pelo Ministério da Educação inviabilizará todo planejamento da instituição, fundada em 1837 e até hoje o único estabelecimento de ensino básico federal no país.
“O corte da distribuição dos recursos orçamentários soma R$ 18.571.339,00, referentes aos gastos de custeio (Ação 20RL – Funcionamento de Instituições Federais de Educação). Além de expressiva, a redução do orçamento, por ser abrupta, inviabilizará o planejamento que foi elaborado antecipada e cautelosamente pelos dirigentes dessa instituição”, afirma a nota dos diretores, que foram informados do corte nesta quinta-feira.
O corte é parte do projeto do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de desmonte da educação pública no Brasil e vai de encontro até mesmo à política educacional pregada por Jair Bolsonaro, de privilegiar o ensino básico, em detrimento às pesquisas nas universidades, que também tiveram corte de 30% nos repasses federais.
Com 14 campi nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias, e Centro de Referência em Educação Infantil, localizado em Realengo, o Colégio Pedro II tem quase 13 mil alunos e é referência desde a Educação Infantil até o Ensino Médio Regular e Integrado.
“Apesar de sermos a única e mais antiga Instituição de Ensino Básico Federal do país, infelizmente, deparamo-nos hoje com o informe desse corte orçamentário que, devido a sua magnitude, terá implicações devastadoras, trazendo danosas consequências para a manutenção de nossa Instituição”, alerta a nota.
Leia a íntegra da nota.
Nota pública dos Diretores Gerais à Comunidade escolar do Colégio Pedro II
Nós, Diretores Gerais do Colégio Pedro II, fomos informados pela Reitoria, na tarde dessa quinta-feira, dia 02 de maio, sobre o corte, promovido pelo Governo Federal, de 36,37% da verba de custeio destinada à nossa Instituição para o ano de 2019.
O corte da distribuição dos recursos orçamentários soma R$18.571.339,00, referentes aos gastos de custeio (Ação 20RL – Funcionamento de Instituições Federais de Educação). Além de expressiva, a redução do orçamento, por ser abrupta, inviabilizará o planejamento que foi elaborado antecipada e cautelosamente pelos dirigentes dessa instituição.
Desde 2014, vivenciamos contingenciamentos e redução do nosso orçamento e administramos com responsabilidade nossos campi, honrando com o pagamento das contas básicas como água e energia elétrica, bem como contratos com empresas fornecedoras de serviços fundamentais como segurança, limpeza e alimentação. Era essa verba que vinha nos permitindo, não sem dificuldades, garantir a execução de projetos pedagógicos reconhecidamente de excelência e oferecer à nossa sociedade educação pública de qualidade.
Apesar de sermos a única e mais antiga Instituição de Ensino Básico Federal do país, infelizmente, deparamo-nos hoje com o informe desse corte orçamentário que, devido a sua magnitude, terá implicações devastadoras, trazendo danosas consequências para a manutenção de nossa Instituição.
A necessidade de maior investimento em Educação Básica tem sido apontada por especialistas, em todo o mundo, como requisito indispensável ao desenvolvimento de qualquer nação. Não há crescimento sem educação. Estamos diante de um projeto para a educação pública que, não só não prevê investimento, como também corta verbas de custeio básico.
Não negligenciaremos o nosso dever de gerir o bem público com responsabilidade, transparência e respeito à legislação vigente. Porém, não podemos nos abster de informar à nossa comunidade os grandes riscos que todos corremos com esse corte.
Em período de crise, união, informação e diálogo são fundamentais.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Pós-Graduação em História Social da UERJ com inscrições abertas

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em História Social da UERJ informa que estão disponíveis no site www.ppghsuerj.pro.br 
os editais e outras informações para inscrições nos processos seletivos de nossos cursos de Mestrado e Doutorado.





Inscrições:

MESTRADO
19 de outubro a 18 de novembro de 2015

DOUTORADO
20 de outubro a 19 de novembro de 2015 

Atenciosamente, 

Secretaria do PPGHS - FFP/UERJ

Programa de Pós-graduação em História Social
Departamento de Ciências Humanas
Faculdade de Formação de Professores - UERJ
Tel.: (21) 3705-2227, Ramal 246

sábado, 19 de julho de 2014

Educação em luto! Hoje nos deixou um grande educador e psicanalista: Rubem Alves.

Rubem Alves: "Aprendi pela minha recusa em aprender"


"Ah, a vida é bela! O mundo é belo! É por isso que toda despedida é triste. E é isto que eu sinto: que a morte é uma saudade sem remédio. (...) Cada um faz parte da maravilha do mundo. É preciso que você fique, para que a saudade seja, pelo menos, adiada.".


O escritor lembra os seus anos de escola e revela qual foi seu professor mais marcante


27/04/2011

Acho que foi Mark Twain que disse: "Nunca permiti que a escola interferisse na minha educação..." Fiquei a pensar: o que foi que a escola me ensinou? - pergunta que é diferente de uma outra, "o que aprendi na escola?".


Aprendi muito na escola "a despeito dela": ela foi apenas o espaço onde encontrei professores que me ensinaram a pensar. Aprendi pela minha recusa em aprender. Já ao fim da sua vida, Brunno Betelheim, falando de sua experiência com a escola, declarou: "Na escola os professores tentavam ensinar aquilo que eles queriam ensinar mas eu não queria aprender. Por isso não aprendi..." 



Lembro-me bem do jovem professor de literatura - disciplina pela qual eu nutria uma grande ogeriza. Ele nunca ensinou análise sintática, nem pediu que fizéssemos "fichamentos"e  nem fazia chamada. Éramos livres para deixar a sala, se quiséssemos. Mas ninguém deixava... Ninguém queria perder o prazer de vê-lo encarnar as grandes obras da literatura. 



Foi assim que a escola me ajudou: forçando-me a pensar ao contrário dos meus próprios pensamentos...































"Minha suspeita é de que as fontes da alegria se encontram na eternidade. Tem um profeta do Velho Testamento, Habacuque, que escreveu uma das orações mais lindas que conheço, e ela é linda por causa de uma única palavra: 'todavia'. Ele começa a oração descrevendo campos devastados, árvores frutíferas sem frutos, currais sem vacas ou ovelhas. De repente ele interrompe o rol de desgraças e diz: 'Todavia eu me alegrarei...' Não há razões para a alegria. Ela é uma fonte da eternidade que emerge no tempo"

"É isto que desejo deixar aos meus filhos como herança: a imagem da vela que queima na solidão silenciosa, sem se deixar perturbar pela loucura barulhenta e apressada dos homens de ação e sucesso; sob a luz da vela, no gozo da tranquilidade solitária, acordar o poeta que dorme em nós. O que não é garantia de felicidade. Mas é garantia de beleza e de serenidade. E que coisa mais pode alguém desejar receber como herança?".


(RUBEM ALVES, 1934-2014 - "Se eu pudesse viver minha vida novamente..." - Verus Editora, 24ª ed., 2012, Campinas/SP)

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DOCUMENTAÇÃO - 26.06.13: No Documentação desta semana, vamos acompanhar a vida e a obra do escritor, psicanalista, teólogo e educador Rubem Alves. Considerado um dos maiores pensadores contemporâneos da educação no Brasil, ele fala de seus sonhos, ideias e realizações na sua carreira no documentário "Rubem Alves -- O professor de espantos". A produção conta com a direção de Dulce Queiroz e é uma realização da TV Câmara.



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Convocação de plebiscito, para consultar o eleitorado nacional sobre a transferência para a União da responsabilidade sobre a educação básica.



Está na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que determina a realização de plebiscito de âmbito nacional para consultar o eleitorado brasileiro a respeito da transferência para a União da responsabilidade pela educação básica. Atualmente, cabe, em sua maior parte, aos estados e municípios, custear a educação infantil e os ensinos fundamental e médio.


De acordo com o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 460/2013, a consulta deverá ser realizada simultaneamente com o primeiro turno das eleições deste ano, em 5 de outubro.

O cidadão deverá responder, com sim ou não, à seguinte questão: “O financiamento da educação básica pública e gratuita deve passar a ser da responsabilidade do governo federal?”.

Caso o projeto seja aprovado, o Congresso comunicará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que expedirá as instruções para a realização do plebiscito. Além disso, será assegurado tempo de TV e rádio para que partidos políticos e frentes suprapartidárias organizadas pela sociedade civil façam suas campanhas a favor ou contra a transferência.

Segundo o relator da proposta na CE, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), estados e municípios são responsáveis por cerca de 80% dos recursos destinados à educação, enquanto a União, que detém para si mais da metade do bolo da arrecadação de tributos, participa com apenas 20%.

Como consequência, há disparidades na infraestrutura escolar pelo país afora, incapacidade de diversos governos estaduais e prefeituras para honrar o piso salarial dos professores; lacunas na oferta de vagas em creches; e inexistência de um padrão nacional mínimo de qualidade; entre outros problemas, observa Randolfe.

Favorável ao texto, o senador explica em seu relatório que federalizar não significa centralizar a gerência da educação básica nas mãos do governo federal, mas sim garantir a responsabilidade da União pelo seu financiamento.

A matéria, apresentada em dezembro de 2013, deveria passar somente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde era relatada pelo senador Pedro Taques (PDT-MT), mas por força de requerimento passará antes pela CE e pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).


Abaixo-assinado FEDERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO JÁ!


Para: Presidente da República Federativa do Brasil; Ministro da Educação Brasileira; Congresso Nacional do Brasil

Observando que o repasse que é dado pelo Governo Federal aos estados e municípios brasileiros para pagamento digno dos professores e que não é repassado aos mesmos pelos prefeitos e governadores de Estado, segue abaixo-assinado exigindo da União a FEDERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, para que assim se evitem os atravessadores que desviam o dinheiro público de seu verdadeiro destino.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Após três anos e meio, Congresso aprova o PNE com 10% do PIB para educação

Após três anos e meio de tramitação no Congresso, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3) o PNE (Plano Nacional da Educação). O texto segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.
O plano destina 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação e prevê que gastos com creches conveniadas e programas como o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e Prouni (Programa Universidade para Todos) entrem na conta. 
O PNE estabelece 20 metas e 253 estratégias para a educação a serem cumpridas nos próximos dez anos (a contar a partir da sanção presidencial). Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo, a valorização da carreira docente e o aumento de vagas no ensino superior, na educação técnica e na pós-graduação. Veja quais são as 20 metas do PNE.
Na quarta (28), a Câmara já havia aprovado o texto-base do plano, relatado pelo deputado Angelo Vanhoni (PT-PR). Hoje foram votados dois destaques, propostas que poderiam alterar o texto, mas que foram rejeitados. As discussões eram sobre a complementação da união do CAQ (Custo Aluno Qualidade) e a contabilização em parcerias e em isenção de impostos como investimento público.
Destaques da votação
Nesta terça, o plenário rejeitou, por 269 votos a 118, o destaque apresentado pelo deputado Paulo Rubens Santiago (PDT-PE). A proposta previa a retirada do texto-base de programas como o Fies e Prouni na contabilização dos 10% do PIB.
"O destaque preserva a continuidade desses programas, mas não os incorpora na meta porque, se assim fizermos, haverá competição com as outras metas, com o financiamento do ensino público e da pesquisa acadêmica em universidade pública", disse o deputado.
O texto originalmente aprovado pela Câmara previa que a parcela do PIB fosse destinada apenas para a educação pública. O plano, porém, foi alterado no Senado, que acrescentou o ponto que possibilitava a entrada na conta de recursos destinados a creches conveniadas e programas de bolsas e financiamento.
O segundo ponto de discussão entre os deputados foi o destaque apresentado pelo PMDB, que pretendia impedir que a União tivesse de complementar recursos para Estados, Distrito Federal e municípios se estes não atingirem o montante necessário ao cumprimento de padrões de qualidade na educação, conceituados como CAQi (Custo Aluno Qualidade inicial) e CAQ (Custo Aluno Qualidade).
Após um acordo entre líderes de partidos, o destaque foi rejeitado e o Governo Federal se compromete a complementar a verba para Estados e municípios.

O PNE institui avaliações a cada dois anos para acompanhamento da implementação das metas. Essa fiscalização será feita pelo MEC, pelas comissões de Educação da Câmara e do Senado, pelo Conselho Nacional de Educação e pelo Fórum Nacional de Educação. Os dados serão publicados nos sites dessas instituições.
O projeto, no entanto, não fixa penalidades para os gestores que não cumprirem as metas estabelecidas. As punições serão definidas na proposta da chamada Lei de Responsabilidade Educacional (PL 7420/06 e apensados) que está sendo analisada na Câmara.
O texto estabelece prazo de um ano, a partir da vigência da nova lei, para que Estados, Distrito Federal e municípios elaborem seus planos de educação ou façam as adequações necessárias aos planos existentes para que eles fiquem de acordo com as metas do PNE. Esses documentos devem ser elaborados com a ampla participação da sociedade.

Vai e vem

O PNE foi enviado pelo governo federal ao Congresso em 15 de dezembro de 2010 e só foi aprovado pela Câmara dos Deputados quase dois anos depois, em outubro de 2012, após ter recebido cerca de três mil emendas.
No Senado, o texto foi aprovado em plenário no dia 17 de dezembro de 2013. Em seguida, foi encaminhado para a Comissão Especial da Câmara, onde teve o texto-base aprovado em 22 de abril.
* Com informações da Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Abaixo-assinado Carta aberta de professores e professoras da Faculdade de Educação da UFRJ ao Secretário de Educação do Governo do Rio de Janeiro, Sr. Wilson Risolia. Pedido de exoneração.


Para:Secretário de Educação do Governo do Rio de Janeiro


Carta aberta de professores e professoras da Faculdade de Educação da UFRJ ao Secretário de Educação do Governo do Rio de Janeiro, Sr. Wilson Risolia. Pedido de exoneração.

Ilmo. Secretário,

Na qualidade de professores e professoras, formadores dos futuros docentes da Educação Básica, vimos por meio desta manifestar nosso profundo descontentamento com a política educacional de nosso Estado. Trata-se de uma política que reputamos leviana e autoritária. Uma educação pública de qualidade não se constrói com bonificações, privatizações, perseguição e humilhação de professores, fechamento de unidades escolares, policiamento armado nas escolas, currículo e avaliação impostos de cima para baixo e péssimas condições de trabalho. Esta política irresponsável tem alcançado avanços medíocres em todos os índices educacionais. O Ensino Médio do Rio de Janeiro permanece abaixo da média nacional em todos os índices relevantes: matrícula, evasão e repetência. Em sua última ação arbitrária, o Sr. impõe um processo de certificação dos professores evidentemente inconstitucional, pois nenhum teste de proficiência pode servir como mecanismo de diferenciação salarial. Trata-se de mais um episódio absurdo dessa política que se ufana de tratar a escola pública como uma empresa, o que é contrário aos princípios pedagógicos mais óbvios, quando se trata de educação pública, de investimentos no cidadão e na cidadania, o que denuncia por si só seu caráter antirrepublicano e antidemocrático. Por tudo isto, nós, professores e professoras da Faculdade de Educação da UFRJ, lançamos esse abaixo-assinado pedindo a sua exoneração do cargo de Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, considerando que sua permanência compromete a plena escolarização de crianças, jovens e adultos de nosso Estado. O Sr. demonstrou, por diversas vezes, não estar preparado para esta função e sua continuidade à frente da Secretaria da Educação irá apenas perpetuar o descalabro em que se encontra a educação pública em nosso Estado.

Este abaixo assinado é uma iniciativa de professores da Faculdade de Educação da UFRJ:
Alessandra Nicodemos
Amilcar Pereira
Andrea Penteado
Anita Handfas
Cláudia Piccinini
Enio Serra
Filipe Ceppas
Julia Polessa
Roberto Marques
Rodrigo Batalha
Warley da Costa 

Os signatários


domingo, 9 de junho de 2013

Abaixo-assinado pela manutenção da emenda ao Projeto de Lei 2200, aprovada na Alerj, que determina a vinculação de uma matrícula a apenas uma unidade escolar.

CLIQUE AQUI PARA ASSINAR A PETIÇÃO! GRATO!...

Nós, professores das escolas estaduais do Rio de Janeiro, solicitamos à V.Exa. a manutenção da emenda ao Projeto de Lei 2200, aprovada pelos deputados da Assembleia Legislativa, que determina a vinculação  de uma matrícula a apenas uma unidade escolar. O sentido dessa reivindicação é diminuir os prejuízos que nossos inúmeros deslocamentos físicos e a multiplicidade de diferentes turmas trazem ao processo de ensino e aprendizagem. Reafirmamos nosso compromisso com a educação pública de qualidade e veríamos nesse seu gesto um aceno na mesma direção.

Os signatários

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Obra completa de Paulo Freire grátis para download


Acervo digital disponibiliza toda a obra de Paulo Freire. Estão disponíveis para download gratuito vídeos de aulas, conferências, palestras, entrevistas, artigos e livros do educador

O Centro de Referência Paulo Freire, dedicado a preservar e divulgar a memória e o legado do educador, disponibiliza vídeos das aulas, conferências, palestras e entrevistas que ele deu em vida. A proposta tem como objetivo aumentar o acesso de pessoas interessadas na vida, obra e legado de Paulo Freire.
Para os interessados em aprofundar os ensinamentos freirianos, o Centro de Referência também disponibiliza artigos e livros que podem ser baixados gratuitamente.

Educação como liberdade

Internacionalmente respeitado, os livros do educador foram traduzidos em mais de 20 línguas. No Brasil, tornou-se um clássico, obrigatório para qualquer estudante de pedagogia ou pesquisador em educação. Detentor de pelo menos 40 títulos honoris causa (concedidos por universidades a pessoas consideradas notáveis), Freire recebeu prêmios como Educação para a Paz (Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (Organização dos Estados Americanos, 1992).

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Alunos da Escola Municipal Friedenreich que será demolida para obra do Maracanã ainda não sabem onde estudarão


Esta sexta-feira (30) era para ter sido o "dia D" para pais e alunos da Escola Municipal Friedenreich, que fica ao lado da entrada do Maracanã e será demolida para obras do estádio. Estavam marcados para hoje o último dia de matrícula de alunos nas escolas municipais da cidade e uma audiência pública na Câmara dos Vereadores sobre o destino da Friedenreich.
A audiência foi cancelada, pois ninguém da prefeitura ou do governo do Estado confirmou presença, e a matrícula, apesar de autorizada, não define em qual escola o estudante estará em 2013. De acordo com a prefeitura, a Friedenreich será mesmo demolida. Mas não se sabe ainda quando e para onde ela vai.
Os pais dos alunos ainda não têm garantias legais, do governo ou da prefeitura, de que seus filhos serão de fato dirigidos a um local adequado antes da demolição. Por isso, na última terça feira (27), o MP (Ministério Público) entrou com uma ação civil pública contra o governo e contra a prefeitura para impedir a derrubada.
Segundo a promotora do caso, Bianca Mota de Moraes, a confirmação da demolição ocorreu às vésperas do encerramento das matrículas para 2013, o que coloca em risco o direito à educação dos estudantes. “Não há uma nova localização onde os pais possam matricular seus filhos. Não é apresentado qualquer destino concreto, com prazo e endereço definidos para as novas instalações, o que inviabiliza a matrícula”, disse em nota.
  • Divulgação
    Sala de vídeo da Escola Municipal Friedenreich
Para lutar contra a demolição, o movimento social Meu Rio montou uma base demonitoramento online com transmissão de vídeo, em tempo real, na frente da escola, para vigiá-la 24 horas por dia. Se os tratores chegarem, os cerca de 900 voluntários serão alertados por mensagem de texto no celular, pela equipe do Meu Rio, para formarem uma barreira humana e impedirem a destruição da escola.
“Os professores, pais e alunos não sabem aonde a escola vai funcionar no ano que vem. O discurso da prefeitura é de que as instalações serão melhores. Quem garante? Legalmente não existe nenhuma garantia e nós queremos isso. O prefeito também havia dito que o autódromo só seria destruído depois da construção de um novo, e olha o que aconteceu”, explica Daniela Orofino, coordenadora da campanha. “Não existem motivos para demolir uma escola de ponta e substituí-la por uma quadra de aquecimento temporária. Não podem fazer a quadra em outro lugar?”, pergunta.

Segunda vez


Esta é a segunda ação que o MP promove para evitar a demolição da Friedenreich. A primeira, em 2009, foi arquivada, porque a Secretaria Estadual de Obras emitiu um documento afirmando que a escola não seria afetada pelas obras do Maracanã. Um mês depois, o Secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, confirmou os planos de demolição. “Os pais dos alunos só descobriram sobre derrubada, em março deste ano, quando a imprensa divulgou o edital de concessão do Maracanã, que previa a derrubada da Escola”, conta Daniela.
A Friedenreich é a 4ª melhor escola municipal da cidade do Rio, de acordo com o Ideb 2011 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). As instalações contam com quadra poliesportiva coberta, sala de leitura, sala de informática, ar-condicionado em todas as classes, quadro computadorizado, e é totalmente adaptada para deficientes, com rampas e corredores largos.
Procurada, a Secretaria Municipal de Educação, informou apenas que os alunos até o 4º ano têm a renovação de matrícula automática. A partir do 5º ano, os pais ou responsáveis serão chamados para escolher as escolas de sua preferência para onde o estudante será remanejado.
Para o vereador Paulo Messina (PV), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal, a escola deve permanecer no mesmo lugar. Caso isso não aconteça, a Friedenreich deve se manter no bairro do Maracanã, para causar o menor número de prejuízos aos estudantes. A expectativa da Câmara é de que a audiência pública seja remarcada para a segunda semana de dezembro.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quem quer ser professor no Brasil? Poucos.


Quem quer ser professor no Brasil? Poucos.  Nos dias de hoje, somente 2% dos alunos do ensino médio mostram-se interessados na carreira docente, embora 1/3 deles tenha pensado, em algum momento, em segui-la. As razões para tanto desinteresse vão desde a baixa remuneração, à rotina desgastante ou mesmo à desvalorização social. Ser professor é um mau negócio. O resultado é que, hoje, faltam mais de 700.000 professores nos ensinos fundamental e médio.
Aqui, diferente de países como EUA, China e Índia, o Dia do Professor é feriado oficial. Comemorado no dia 15 de outubro, foi instituído nacionalmente em 1963 no governo de João Goulart. Seu início remete à década de 1930, quando grupos de professores católicos organizaram iniciativas para comemorar o “Dia da Mestra” e o “Nosso Primeiro Mestre” lançado pela Associação de professores Católicos do Distrito Federal (Rio de Janeiro, naquela época). A data - consagrada à Santa Tereza D’Ávila,  religiosa e escritora reconhecida, proclamada Doutora da Igreja pelo Papa Paulo VI -,  é associada ao Decreto Imperial de D. Pedro I, em 1827. Nele, o imperador ordenava a criação de escolas de “Primeiras letras” em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império.
A criação de um dia comemorativo não significou, contudo, a valorização do professor. Sem dúvida, se olharmos de 1963 para cá, o Brasil avançou em muitos aspectos na educação: diminuiu consideravelmente o analfabetismo, colocou a quase totalidade da população infantil na escola e aumentou consideravelmente o ensino universitário. Tais avanços, no entanto, foram insuficientes e a educação brasileira é, ainda hoje, uma das piores do mundo. A principal razão disso é o desinteresse pelo magistério. Os melhores alunos tendem a se direcionar para carreiras mais bem remuneradas. Resultado: muitas vezes falta uma formação sólida àqueles que devem ensinar.
Outro problema real é a desvalorização social: nas escolas privadas é comum os professores ouvirem dos alunos que seus pais ganham mais ou que eles, professores, são seus empregados. Nas escolas públicas, a desvalorização vem quase sempre do desconhecimento, por parte dos próprios pais, da importância da educação. Junte-se a isso uma rotina desgastante, que inclui uma enorme carga horária de trabalho, dentro e fora de sala de aula.
Tudo isso ocorre no momento em que o Brasil sofre com a falta de mão de obra qualificada em todos os setores. Surge aí um estranho paradoxo: quanto maior a carência de mão de obra, maiores os salários nos diversos setores e, portanto, menos atrativa se torna a carreira do magistério. É preciso educar a população, mas quem vai fazê-lo?
O governo federal vem tentando responder a essa questão com o estímulo à docência. Por um lado, apoiando a multiplicação das licenciaturas. Por outro, concedendo bolsas e criando programas de incentivo à formação de professores. Falta ainda, no entanto, o reconhecimento expresso numa carreira estruturada e numa remuneração adequada.
Em um contexto tão negativo, poderíamos imaginar que os professores fossem uma espécie em extinção. No entanto, eles somam quase 2 milhões de profissionais em todo o Brasil, ensinando mais de 50 milhões de alunos. Nos últimos anos, a qualificação de grande parte dos docentes tem aumentado: percebe-se que eles respondem positivamente quando estimulados e apoiados.
Magistério não é sacerdócio, mas é vocação. Há uma magia indescritível em ensinar, que sem dúvida move a maior parte de nossos mestres a seguir em sua profissão. Há material humano. Há vontade de ensinar e aprender. O que falta é valorizar o professor não somente no seu dia, mas durante todo o ano.

Angélica Barros é pesquisadora da RHBN e professora; Antonio Carlos Jucá é professor do Instituto de História da UFRJ.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Proposta do novo Plano de Carreira dos servidores da Faetec


SINDICATO REIVINDICA A CONTRATAÇÃO DE MIL CONCURSADOS PARA A FAETEC

A atualização do plano de carreira dos servidores da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), a contratação de, pelo menos, mil concursados e a realização de novos concursos. Essas foram as principais reivindicações apresentadas pelos representantes do Sindicato dos Profissionais de Educação da Faetec (Sindipefaetec) em audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta quarta-feira (22/08). Presidente do colegiado, o deputado Comte Bittencourt (PPS) considerou “justas” as queixas da categoria.


“Hoje, temos quase 50% do quadro da fundação em regime de contrato temporário, e isso é muito ruim para o projeto pedagógico. Desta forma, não se cria um vínculo, não se estabelece o comprometimento que a educação exige”, salientou o parlamentar. O coordenador do Sindipefaetec, Marcelo Costa, explicou que a fundação convocou os aprovados de acordo com as vagas contidas no edital. Porém, ainda de acordo com ele, o número de vagas já era insuficiente antes, devido à criação de mais duas unidades da fundação: uma em Bacaxá, em Saquarema, Região dos Lagos, e outra em Imbariê, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense.

“Temos uma carência de, pelo menos, mil profissionais, entre docentes e técnicos administrativos. Por isso, defendo a chamada dos aprovados no último concurso imediatamente”, alegou. Quanto ao Plano de Carreira dos Servidores, Costa explicou que 95% dos técnicos administrativos não são enquadrados nesse regime. “A atualização do plano é um anseio muito grande da categoria. A fundação cresceu ao longo desses 15 anos de existência e é necessário haver uma adaptação do que acontece com os servidores”, reforçou Costa.

No próximo dia 12 de setembro, a Comissão de Educação da Alerj vai realizar uma audiência pública que deverá contar com a presença do presidente da Faetec, Celso Pansera. O deputado Paulo Ramos (PDT) também participou da reunião.


Clique no vídeo e assista a reportagem!



(texto de Vanessa Schumacker)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Pronatec e o financiamento público das instituições privadas de ensino


"...O primeiro aspecto que sobressai, da leitura da lei, é o financiamento das instituições particulares de ensino, com verbas públicas. Verbas oriundas da acachapante massa de impostos pagos pelos cidadãos brasileiros..."



fevereiro 14, 2012 - Notícias
Promulgada há poucos meses, em 26 de outubro de 2011, a lei federal nº 12.513  (1)  instituiu um sistema público de financiamento e de apoio à expansão da oferta da educação profissional – sob as formas do ensino médio técnico e da qualificação profissionalizante (ou cursos de curta duração para inserção imediata no mercado de trabalho). Intitulada “Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego” (Pronatec), a lei, não obstante a extraordinária necessidade e carência de um ensino médio técnico e profissionalizante, flagrante na atual realidade brasileira, revela problemas muito graves. Resultado talvez de um diagnóstico acertado sobre as prementes necessidades públicas, mas que, simultaneamente, corresponde à aplicação de remédios bastante indigestos. Senão vejamos, dois aspectos em especial.

O primeiro aspecto que sobressai, da leitura da lei, é o financiamento das instituições particulares de ensino, com verbas públicas. Verbas oriundas da acachapante massa de impostos pagos pelos cidadãos brasileiros. As instituições privadas, segundo o artigo 8º da lei, poderão executar o programa federal, “mediante a celebração de convênio ou contrato”, respeitados “critérios mínimos de qualidade”. Poderão também contar com recursos destinados aos seus alunos bolsistas, bastando para isso, cadastrarem-se em um sistema eletrônico de informações do MEC. O aluno, via Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que antes apenas contemplava os estudantes da educação superior, obtém o crédito junto ao Fies, integral ou parcial, pagando a sua bolsa a base de juros. Com efeito, vê-se a oferta de duas distintas fontes públicas para o financiamento das instituições privadas. Quais são aqueles parâmetros “mínimos” para a celebração do convênio público/privado? Podemos imaginar… Evidentemente, o princípio do ganho rápido e do ensino precarizado e voltado à satisfação da famosa,  parasitária e fantasmagórica, “lógica do mercado” tenderá a prevalecer. Ademais, a verba pública, assentada nos impostos pagos pelos cidadãos, em parte será destinada por intermédio de bolsas, que não consistem em gratuidade aos alunos! Quer dizer, o sujeito-aluno, e a sua família, que contribuiu para o montante das verbas orçamentárias da União, será submetido a uma “tributação adicional”, via posterior pagamento da bolsa ao governo. Quem ganha com isso?!

Chama a atenção também o papel praticamente protagônico concedido pela lei ao sistema S de ensino (Senai, Senac etc.). Administrado por confederações representativas de diferentes setores do empresariado – confederações nacionais da indústria e do comércio (CNI e CNC), por exemplo –, o sistema S, todavia, por décadas, e ainda hoje, vive(u) à sombra de recursos públicos “parafiscais”. Cátia Guimarães e Raquel Júnia esclarecem a questão: “Esses recursos são considerados públicos porque resultam de contribuições compulsórias das empresas, que, por sua vez, repassam essa despesa para o custo dos produtos, portanto, para o consumidor. Apesar disso, muitas instituições vinculadas a essa rede cobram pelos cursos que oferecem”.  (2)

Incluídas no sistema federal de ensino (conforme artigos 6º e 20º), as unidades que compõem o sistema S agora possuem autonomia didático-pedagógica para delinear e oferecer os seus cursos, assim como podem receber transferências financeiras diretas da União, sem a necessidade de maiores restrições burocráticas e administrativas. Com isso, recebem mais dois expressivos aportes de recursos públicos: as transferências diretas – que são também destinadas às instituições federais, estaduais e municipais do segmento educacional em questão – e o financiamento de bolsas de alunos. Vejam bem: em que pesem ponderações do governo federal, externas à lei, para a gratuidade dos cursos, as mensalidades, em regra, são e serão pagas pelos alunos! O sistema S, pois, conta agora com 3 (três) fontes de recursos públicos mobilizados pelo esforço e o sacrifício do povo, do trabalhador brasileiro! Eis uma dose bem indigesta…

Assim,  às instituições públicas, federal, estadual e municipal, o que caberá? Qual a fatia deste bolo chamado Pronatec que virão a receber? Eis um lastimável sintoma do desrespeito com a educação pública e com os interesses da população!

Um segundo aspecto a ser considerado na lei do Pronatec diz respeito ao perfil dos cursos que serão estimulados. Não é escassa a controvérsia em torno do assunto e é grande e justificável o receio de que a lei virá a promover a oferta de cursos rápidos, frágeis do ponto de vista formativo, incapazes mesmos de atender às próprias e tão preconizadas “demandas do mercado”. Segundo o professor Gaudêncio Frigotto, há “uma grande chance de prevalecer a concepção orientadora do sistema S e que vai, por exemplo, ao contrário da defesa da integração entre a formação profissional e a formação básica. (…) A história da educação brasileira mostra que esse tipo de formação não responde sequer às necessidades do mercado, pelo menos não dessas empresas que precisam de gente com base cientifica e tecnológica para operar o sistema produtivo hoje”. (3) Portanto, corre-se o risco de serem, predominantemente, oferecidos cursos que não satisfaçam sequer à posição ocupada pelo país no atual cenário da divisão internacional do trabalho, isto é, a de um país periférico do capitalismo, mas “emergente” e com parque produtivo diversificado. Já nem frisamos o ideal de superação da condição periférica, que demandaria uma ordem de investimentos e um perfil de educação muito diferente do que prevalece no país. Notem bem: o risco assinalado por Frigotto parece-nos apontar para uma incompatibilidade mesmo entre o modelo de ensino técnico e profissionalizante que se encontra no horizonte, e o eventual exercício de uma condição tecnológica dependente, mas non troppo. Nessa condição, como o mostram a Rússia e a China, algum grau de controle e de domínio tecnológico é requerido pelo setor produtivo, de modo a atenuar a dependência econômica e tecnológica em face do centro capitalista. Um investimento educacional público no cidadão, no trabalhador, com efeito, se faz necessário. Sequer isso parece potencialmente ser alcançado com o que estabelece o Pronatec.

No que diz respeito à Faetec, é bastante plausível que as iniciativas levadas a cabo pelo governo federal, inclusive a lei do Pronatec, já estejam há algum tempo manifestando suas incidências. Ainda em maio de 2009 (conforme boletim no. 1, http://sindpefaetec.org.br/wp-content/uploads/2011/08/boletimeletronico_1_2009.pdf), assinalávamos os problemas relativos à prioridade concedida pelo governo estadual aos Centros Vocacionais Tecnológicos – CVTs, com seus cursos rápidos. No momento, então, basicamente caberiam duas indagações, quais sejam: a Faetec está recebendo ou tem previsão de recebimento das verbas do Pronatec? A Faetec vai continuar dando prioridade aos cursos de curta duração, em detrimento à formação adensada, que combine a dimensão humanística e técnica, peculiar ao ensino médio técnico? Questões que todos os servidores precisam saber e se envolver, de modo a alcançarmos a expansão e o aperfeiçoamento da escola técnica no Estado do Rio de Janeiro!

Notas:

(1) PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Lei nº 12.513, de 26 de outubro de 2011. Brasília. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12513.htm . Acesso realizado em 09/02/2012.

(2) GUIMARÃES, Cátia, e JÚNIA, Raquel. Pronatec: público e privado na educação profissional. Rio de Janeiro: Escola Politécnica de saúde Joaquim Venâncio, 29/04/2011. Disponível em:http://www.epsjv.fiocruz.br/index.php?Area=Noticia&Num=507 . Acesso realizado em 09/02/2012.

(3) FRIGOTTO, Gaudêncio apud GUIMARÃES, Cátia. Rumos da educação profissional. Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, 19/01/2012. Disponível em:http://www.epsjv.fiocruz.br/index.php?Area=Noticia&Num=599 . Acesso realizado em 09/02/2012.