Páginas

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Vergonha...49 espaços culturais no Rio são fechados...


...Por absoluto desdém, incompetência e descuido de sucessivos governos em relação à produção artística em nosso país! 

A interdição dos espaços culturais significa - de maneira muito direta - a comprovação de como em terras tupiniquins o artista não é visto, respeitado ou prestigiado como profissional que tem uma profissão e um trabalho a realizar (como qualquer outro trabalhador!).

Somos descartáveis, incomodativos e inconvenientes. Senão trabalhamos, não pagamos as nossas contas. Mas quem se importa? Que se danem! Existimos apenas para a diversão do próximo e se não estamos aí também não faz falta... outros virão...(!)

Desculpem o desabafo! É que nestes dias ando bastante enraivecido com toda essa situação.

Luciano Loureiro





Rio e Niterói têm 49 espaços culturais públicos, entre eles 13 teatros, funcionando sem autorização do Corpo de Bombeiros, o governo do estado e a prefeitura do Rio decidiram suspender a programação artística em todos eles. A interdição vai durar 20 dias, até que todos os espaços sejam vistoriados e liberados pelos Bombeiros.

"— Há anos esses teatros funcionam dessa maneira com a cumplicidade do poder público e dos Bombeiros, porque se não tem alvará a obrigação de fiscalizar é deles. Então há anos que se perpetua essa hipocrisia que faz com que nada aconteça com os responsáveis. Muitos podem ser prejudicados com essas medidas, será que não é possível solucionar o que precisa ser feito com os teatros abertos? Será que os teatros estão em tão péssimas condições? É fundamental resguardar a segurança de todos, mas talvez essa não seja a melhor forma."

Eduardo Barata, Presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR)



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Esta semana, o Brasil perdeu um dos seus grandes artistas: Walmor Chagas

Walmor Chagas foi um dos grandes atores brasileiros, com atuação na TV, no teatro e no cinema - todas marcantes...



Esta semana, o Brasil perdeu um dos seus grandes artistas. Um nome que fez história no teatro, cinema e na TV. Aos 82 anos, Walmor Chagas vivia isolado em um sítio no interior de São Paulo. Um retiro a que só amigos e empregados tinham acesso. Nascido em Porto Alegre, em 1930, Walmor Chagas enfrentou a família, aos 18, para ser ator.
Na Rede Globo de Televisão, trabalhou em 15 novelas e oito minisséries. A última novela foi "A Favorita", em 2008.

Também fez dezenas de filmes. O primeiro trabalho no cinema foi o clássico "São Paulo SA", de Luís Sérgio Person.

O último foi o ainda inédito "A coleção invisível", de Bernard Attal. A equipe filmou em 2011 na Bahia.

Mas os palcos foram sempre a maior paixão.

Walmor Chagas foi casado com a atriz Cacilda Becker. Atuou, produziu e dirigiu mais de 60 peças. E fez teatro até na televisão. 

Bravos!!! 

VIVER É MORRER

Em 2011, em entrevista à série "Grandes Atores", da GloboNews, o ator disse que passara a se sentir deslocado no circuito das artes.

"É como um atleta: tem um período de auge, depois começa a decair", afirmou.
"Viver para mim é vontade de morrer, já dizia Drummond. Morrer é fundamental. Estou esperando a morte a cada minuto, a cada momento. Sem problemas."

A última peça de teatro estrelada e escrita por Walmor debatia o suicídio. Com o título "Um Homem Indignado", entrou em cartaz em São Paulo em 2005, com direção de Djalma Limongi Batista.

Com base na peça e em entrevistas com o ator, Limongi Batista escreveu o livro "Ensaio Aberto para um Homem Indignado", lançado pela coleção Aplauso (Imprensa Oficial). Segundo ele, nos últimos anos Walmor se isolara completamente na pousada de Guaratinguetá. "Era coisa dele mesmo, ele gostava. Se for pensar, a geração toda dele foi indo embora, é natural que a pessoa vá se isolando. Deve ser um sentimento horrível. Ele era muito sensível."



---

Barbara Heliodora escreve sobre Walmor Chagas: 'Grande ator e grande pessoa'

  • Crítica de Teatro do GLOBO lembra os principais momentos da carreira do ator

Vai-se mais um nome da grande geração de atores que foi vista na fase áurea do espetáculo brasileiro, os anos 50 e 60. Walmor Chagas era gaúcho, e se tornou conhecido a partir dos anos em que trabalhou no TBC de São Paulo. No que talvez seja sua atuação mais inesquecível, a de George em “Quem Tem Medo de Virginia Woolf”, ele trabalhou ao lado de Cacilda Becker, com quem se casou, e com quem saiu do TBC, junto com Ziembinski, para fundar o Teatro Cacilda Becker, companhia que existiu por alguns anos, tendo estreado no Rio de Janeiro com “Longa jornada noite adentro”, de Eugene O’Neill.
Para o grande público, Walmor é mais lembrado por seus muitos trabalhos na televisão, já que depois da separação e da morte de Cacilda (com quem ele fazia “Esperando Godot” quando ela teve seu derrame fatal) ele se afastou muito do teatro. Porém mais tarde comprou uma casa na Tijuca onde, graças a grandes obras, inaugurou um pequeno teatro.
Mesmo já muito ligado à televisão, Walmor fez ainda, com Italo Rossi, um extraordinário espetáculo com poemas de Fernando Pessoa.
Com uma forte tendência para a reclusão, Walmor passou já há muitos anos a morar em seu sítio perto de Campos de Jordão, de onde em algumas ocasiões a TV Globo conseguiu seduzi-lo para mais um trabalho no qual, como sempre, ele se sairia muito bem.
Grande ator e grande pessoa, a figura de Walmor Chagas marca a história do teatro e da televisão brasileiros, e deixa imensas saudades.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Divulgando: AGRUPE – TEATRO DE GRUPO EM QUESTÃO. Um evento pensado para fomentar o intercâmbio entre jovens grupos de teatro da cidade do Rio de Janeiro



Apresentamos:
AGRUPE – TEATRO DE GRUPO EM QUESTÃO. Um evento pensado para fomentar o intercâmbio entre jovens grupos de teatro da cidade do Rio de Janeiro, durante o período de 17 a 20 de janeiro de 2013, sempre de 13h às 18h, na galeria Marcantônio Vilaça (2o andar) do Centro Cultural Municipal Sérgio Porto. Este projeto é idealizado e produzido de forma independente pelo Grupo Garimpo, em parceria com o Projeto Entre, com curadoria de Daniela Amorim e Joelson Gusson. Entrada franca.
Com a necessidade de fomentar a arte e o intercâmbio entre jovens grupos de teatro cariocas, a fim de suscitar uma série de ações e questionamentos sobre as formas coletivas de organização e criação, propomos:
Entre os dias 17 e 20 de Janeiro de 2013, um encontro com encontros e trocas de experiências de jovens grupos e cias. da cidade com pesquisadores e integrantes de grupos reconhecidos pelo público e crítica;
Para:
Refletir, sugerir e questionar sobre gestão e sustentabilidade de grupos e cias. de teatro na cidade do Rio de Janeiro, em busca de um ideário artístico, continuidade de um núcleo mínimo de diálogo entre estes artistas ao longo do tempo e consequente fortalecimento do setor, sempre ligado aos vínculos que esse coletivo teatral estabelece com o público, seu entorno ou mesmo com a cidade onda atua;
Realizar uma pequena mostra de trabalhos dos jovens grupos participantes do encontro, alcançando e incentivando outros grupos, estudantes e interessados em processos criativos desenvolvidos na cidade do Rio de Janeiro;
 A organização deste encontro se dá porque: identificamos dificuldades que os jovens grupos na cidade tem de organização e sustentabilidade dos seus respectivos trabalhos artísticos.
Em função disso, compreendemos a necessidade deste encontro para fortalecer as bases dos grupos locais de teatro e ampliar a rede de contatos dos mesmos, através de exemplos de atuação outros grupos fora da cidade do Rio de Janeiro, valorizando as ações coletivas como possibilidade de transformação e participação nas decisões para o setor.
Em contribuição:
Ao cenário artístico carioca. Juntar, reunir e (in)formar para fortalecer a atuação dos grupos, que por sua vez retornam à sociedade com suas pesquisas, atuações e propostas culturais de forma cíclica e potente.

Concentração de verbas públicas para produções teatrais

“O que não faz sentido é, por medo de debatermos francamente, escolhermos um caminho que combina o pior dos dois mundos: dinheiro público financiando interesses privados”.
Por Denis Russo Burgierman

Recentemente com investimentos de R$ 25 milhões para a sua temporada paulista, ocorrida em 2012, e com mais R$ 5 milhões aprovados pelo Ministério da Cultura (MinC), via Lei Rouanet, para uma temporada que segue até abril no Vivo Rio, “A família Addams” se tornou a produção mais cara da história do teatro brasileiro. 

O que traz um velho e atual questionamento a tona mais uma vez. Opa! Vamos lembrar que isso já ocorreu, por exemplo, com o Bradesco quando patrocinou a primeira vinda do Cirque du Soleil ao Brasil, com dinheiro público da Lei Rouanet. O ingresso para as apresentações custavam algo próximo a um salário mínimo(!?). Mas, vamos em frente... Pergunte a qualquer diretor de marketing de uma empresa privada ou pública qual é sua principal obrigação e compromisso quando aprova um projeto de patrocínio, via renuncia fiscal, para uma produção artística e ele dirá: 'produzir lucro e visibilidade para minha empresa claro!' É importante salientar que as empresas públicas e privadas não possuem a necessária preparação, competência ou responsabilidade com os destinos da educação e da cultura de uma nação... E não é pra ter mesmo! Sendo assim, é absolutamente catastrófico que se continue elegendo empresas como intermediárias do dinheiro público destinado ao patrocínio cultural através da renuncia fiscal. Enquanto isso ocorrer, será o dinheiro público sendo investido no privado e no lucro real das empresas. Apenas num Brasil capitaniado, desde tempos coloniais, por oligarquias isso pode acontecer. Lamentável, recorrente e vergonhoso... Já ao o Sistema Nacional de Cultura (SNC)


Luciano Loureiro


Ps. Acho tão cafona e anacrônica essa ideia de se ficar copiando espetáculos da Broadway! Você não acha? O Brasil e sua arte não mereciam isso.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Finalistas do 7º Prêmio APTR

O Desaparecimento do Elefante recebeu sete indicações




Foram escolhidos os finalistas da sétima edição do Prêmio da Associação de Produtores Teatrais do Rio de Janeiro da temporada de 2012. Em reunião realizada nesta última sexta-feira, o júri composto por Bárbara Heliodora, Daniel Schenker, Lionel Fischer, Macksen Luis, Mauro Ferreira, Norma Thiré, Rafael Teixeira, Rodrigo Monteiro e Tânia Brandão escolheu os indicados ao 7º Prêmio APTR de Teatro. 
Os premiados serão conhecidos em cerimônia prevista para a segunda quinzena de março no Teatro Carlos Gomes.

Autor – Pedro Brício (Breu)
             Maurício Arruda e Paulo Moraes (Marca da Água)
             Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche (Mimosas da Praça Tiradentes)
              Carla Faour (Obsessão)

Diretor – Marcio Abreu (Esta Criança)
               Bruce Gomlevsky (O Homem Travesseiro)
               Monique Gardenberg e Michele Matalon (O Desaparecimento do Elefante)
               João Fonseca (Dorotéia)

Cenógrafo – Fernando Marés (Esta Criança)
                     Aurora dos Campos, Maria Silvia Siqueira Campos e Miwa Yanagizava (Breu)
                     Daniela Thomas e Camila Schmidt (O Desaparecimento do Elefante)
                     Edward Monteiro (Quase Normal)

Figurinista – Teca Finchinski (Valsa Nª 6)   
                      Kika Lopes (Gonzagão – A Lenda)
                      Claudia Kopke (O Desaparecimento do Elefante)
                      Thanara Schönardie (Dorotéia)

Iluminador – Maneco Quindré (A Primeira Vista, Édipo Rei, Marca da Água e O Outro Van Gogh)
                      Nadja Naira (Esta Criança)
                      Luis Paulo Nenen e Thiago Mantovani (O Homem Travesseiro)
                      Thomas Ribas (Breu)

Ator Protagonista – Marcos Caruso (Nome do Jogo)
                                Fernando Eiras (O Outro Van Gogh)
                                Gregório Duvivier (Uma Noite na Lua)
                                Bruce Gomlevsky (O Homem Travesseiro)

Atriz Protagonista – Renata Sorrah (Esta Criança)
                                 Vanessa Gerbelli (Quase Normal)
                                  Drica Moraes (A Primeira Vista)
                                  Debora Lamm (Mamutes)

Ator em Papel Coadjuvante – Tonico Pereira (A Volta ao Lar e O Homem Travesseiro)
                                                    Ricardo Blat (O Homem Travesseiro)
                                                     Kiko Mascarenhas (O Desaparecimento do Elefante)
                                                    Gilberto Gawronski (Dorotéia)

Atriz em Papel Coadjuvante – Marjorie Estiano (O Desaparecimento do Elefante)
                                                       Fernanda de Freitas (O Desaparecimento do Elefante)
                                                        Ana Baird (Obsessão)
                                                       Simone Spoladore (Depois da Queda)

Especial – Tempo Festival
                  Editora Cobogó pela edição de peças teatrais nacionais
                  Marcela Altberg pelo casting de musicais
                  Complexo Duplo pela ocupação do Teatro Galucio Gil

Música  - Tim Rescla pela música original de Era Uma Vez...Grimm
                 Alexandre Elias pela direção musical de Gonzagão – A Lenda
                 Delia Fischer pela direção musical e arranjos de Milton Nascimento – Nada Será Como Antes
                 Tomás Gonzaga pela trilha sonora de Valsa Nª 6

Espetáculos – O Desaparecimento do Elefante
                        O Homem Travesseiro
                        Esta Criança
                        Quase Normal


---