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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Kathakali etapas básicas e expressões faciais

Kathakali (dançado por homens) 



como trabalho de inspiração para a Rasa Box:




As nove rasas e suas emoções correspondentes, livremente traduzidas, são:


  1.          Sringara (amor, o erótico),
  2.          Raudra (raiva),
  3.          Karuna (tristeza, mas também pena e compaixão),
  4.          Bhayanaka (medo),
  5.          Bibhatsa(repugnância, nojo),
  6.          Vira (coragem, virilidade),
  7.          Hasya (riso, o cômico),
  8.          Adbhuta (maravilha, surpresa),
  9.          Esanta (graça, paz). 



Seminário na Universidade do Havaí em Manoa 

Este vídeo serve apenas para uso educacional Maseeh Ganjali


Workshop na Universidade do Havaí em Manoa 
Este vídeo serve apenas para uso educacional Maseeh Ganjali


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domingo, 29 de setembro de 2013

Ciclo de Leituras Dramatizadas / SESC Ginástico - Plínio Marcos



As leituras dramatizadas acontecem sempre às terças, às 19h, durante cinco semanas. Abrindo os trabalhos, dia 1/10, Renato Carrera (também fundador do NETB), dirige a leitura de “O assassinato do anão do C. grande”. Na semana seguinte, 8, o texto será “Barrela”, com direção de Marcia Zanelatto. No dia 15, “Abajur lilás” ganha corpo e forma sob a direção de Camilo Pellegrini. Para Ivan Sugahara ficou a missão da leitura de “Quando as máquinas param”. E, finalizando o clico, Renato Carrera assume mais uma vez a direção, dessa vez do texto “Querô – Uma Reportagem Maldita”.


Intercalando com o ciclo de leituras, durante quatro sextas-feiras serão exibidos filmes baseados na obra de Plínio, seguidos de bate-papo mediado por Cavi Borges com atores dos elencos convidados. A programação começa dia 4/10, com a exibição de “Nenê Bandalho”, dirigido por Emílio Fontana. O filme foi censurado pela polícia federal logo após sua finalização e, por isso, nunca entrou no circuito comercial. Na segunda semana, dia 11/10, haverá a exibição da primeira versão do longa “A navalha na carne” , de Braz Chediak, com a participação de Emiliano Queiroz como debatedor. Dia 18/10, é a vez do filme “Dois perdidos numa noite suja”, também de Braz Chediak, com a presença de Nelson Xavier no debate. E fechando com chave de ouro, o público terá a chance de assistir “A rainha diaba”, de Antônio Carlos Fontoura, tendo como convidado o ator Milton Gonçalves.





terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Chegada de Lampião no Inferno, da Cia PeQuod - Teatro de Animação

Governo do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura apresentam A Chegada de Lampião no Inferno, da Cia PeQuod - Teatro de Animação, em Paraíba do Sul (28/09), Petrópolis (03/10) e São Gonçalo (26/10).



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"Treinamento Improvisação - Os Caminhos do Ator no Amok Teatro"


Estão abertas as inscrições para a oficina de "Treinamento Improvisação - Os Caminhos do Ator no Amok Teatro", que será ministrada por Ana Teixeira e Stephane Brodt.




A oficina propõe um olhar sobre a improvisação no jogo do ator, como um caminho que articula técnica e organicidade. 
O treinamento inclui trabalho físico (técnica de E.Decroux*) e trabalho de voz articulados com a prática da improvisação. 
Trata-se de uma prática teatral fundada sobre uma visão física do teatro, onde o corpo não é somente um instrumento atlético, mas também um reservatório de sensações que determina as ações e faz coincidir interioridade com exterioridade. Uma educação dos meios de expressão do ator para oferecer um suporte concreto à sua capacidade de expressão e para mudar seu estado de espírito quotidiano para um estado de espírito criador. 

*A técnica de Etienne Decroux é o estudo detalhado do movimento e do gesto. Os exercícios visam um completo conhecimento dos órgãos de expressão do corpo humano, o controle das articulações, do ritmo e das tensões da musculatura.

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Para se inscrever, é necessário enviar uma ficha de inscrição (solicitar ficha no email: amok@terra.com.br) preenchida até o dia 04 de outubro. As vagas são limitadas. A lista dos participantes será divulgada no dia 7 de outubro.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Edital SESI Cultural 2014: inscrições abertas para seleção de projetos


Com o objetivo de democratizar e incentivar o acesso à arte, o Sistema FIRJAN, por meio do SESI Cultural Rio, tem inscrições abertas para a seleção de projetos culturais. O Edital 2014 abre oportunidade nas áreas de teatro (adulto e infantil), dança, música, poesia e ações multiculturais. 


Neste terceiro ano do edital, os interessados podem se inscrever em três categorias: Circuito - Talentos Regionais (artes cênicas, dança, poesia, música ou multiculturais); Circuito – Teatro (Adulto e Infantil); e Temporada - Teatro SESI Centro.

Abertas desde 06 de setembro, as inscrições terminam no dia 31 de outubro. O resultado do processo de seleção será conhecido dia 09 de dezembro, no site do Sistema FIRJAN. Para mais informações, envie e-mail para cultura.arte@firjan.org.br.
Não perca essa chance de valorizar a cultura, participe!


Saiba mais




 

Distrito Federal » Concurso Educação-DF 2013 Professor Artes Cênicas/Teatro.



Secretaria de administração Pública do Distrito Federal lança edital de concurso público que preencherá 804 vagas para professores de diversas áreas na Secretaria de Educação. 


Inscrições


As inscrições estarão abertas entre os dias 25 de setembro e 24 de outubro de 2013, pela internet. A taxa de inscrição será de R$ 40,00 para atuação em jornada de 20 horas e R$ 55,00 para cargos com jornada de 40 horas semanais.

Vagas abertas


Professores de Educação Básica nas áreas de:

Artes Cênicas/Teatro, 
Artes/Dança.
Artes Plásticas, 
Artes Visuais,
Artes/Música,
Música, Acordeom, Bandolim, Bateria, Cavaquinho, Contrabaixo Acústico, Flauta Travesso Barroca, Gaita Cromática, Percussão, Piano Erudito, Regência Coral, Saxofone, Trombone, Trompa, Trompete, Viola Caipira, Viola Clássica e Violão 7 cordas.

A remuneração

Será de R$ 4.343,18 por jornada de trabalho de 40 horas semanais e de R$ 1.764,42 para atuação em jornada semanal de 20 horas.


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Correios têm edital de patrocínio de projetos culturais

Inscrições até 19 de setembro

Getty Images
Getty Images
Serão selecionados projetos de artes cênicas, teatro, artes visuais, humanidades, audiovisual e música
Estão abertas as inscrições para um edital de patrocínios dos Correios para projetos de artes cênicas, teatro, artes visuais, humanidades, audiovisual e música. Podem concorrer iniciativas que serão realizadas entre julho de 2014 e dezembro de 2015.
Os projetos selecionados serão de apresentação, circulação, mostras ou festivais, exposições, encontros, entre outros. As candidaturas devem ser feitas em nome de pessoas jurídicas.
Serão destinados R$ 35 milhões para o edital, que serão divididos entre as iniciativas selecionadas. Do total, 10% serão reservados a projetos propostos por pessoas jurídicas cujos representantes legais, no ato da inscrição, se autodeclarem  pretos ou pardos.
As inscrições podem ser feitas até 19 de setembro. Confira mais informações noedital de patrocínios culturais dos Correios.

Festivais de Teatro e de Dança têm inscrições abertas

Interessados em participar dos editais têm até o dia 17 de setembro para entregar os documentos

Reprodução
Reprodução
Editais têm o objetivo de estimular a circulação das produções artísticas
Estão abertas as inscrições para  o 18º Festival Internacional de Dança do Recife, que acontece entre 24 e 31 de outubro, e para o 16º Festival Recife do Teatro, que ocorre de 22 de novembro a 1º de dezembro.
Os editais têm o objetivo de estimular a circulação das produções artísticas. Os espetáculos selecionados serão divulgados no dia 26. A inscrição é gratuita.
Os documentos listados no edital do 18º Festival Internacional de Dança do Recife devem ser entregues, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, no Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas, na Rua Apolo, 121, Bairro do Recife.
Para se inscrever no 16º Festival Recife do Teatro Nacional, os interessados devem entregar os documentos no Núcleo de Contratação Artística – Coordenação do 18º FIDR, no 15º andar do Edifício Sede da Prefeitura do Recife – Av. Cais do Apolo, nº 925, Bairro do Recife.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

UM DIA QUALQUER, de Julia Spadaccini / Reestreia no TEATRO GLAUCIO GILL

REESTREIA !!! • TEATRO GLAUCIO GILL - Copacabana
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'UM DIA QUALQUER'
de Julia Spadaccini | direção Alexandre Mello
com Anna Sant'Ana, Dida Camero, Leandro Baumgratz e Rogério Garcia. 
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de 06 a 22de setembro
sexta a segunda, 21h



REESTREIA !!! • TEATRO GLAUCE ROCHA - Centro
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'UM DIA QUALQUER'
de Julia Spadaccini | direção Alexandre Mello
com Anna Sant'Ana, Dida Camero, Leandro Baumgratz e Rogério Garcia. 
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de 15 de agosto a 01 de setembro
quinta a domingo, 19h


ESTREIA HOJE!!! • ARENA DO ESPAÇO SESC - Copacabana
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'UM DIA QUALQUER'
de Julia Spadaccini | direção Alexandre Mello
com Anna Sant'Ana, Dida Camero, Leandro Baumgratz e Rogério Garcia. 
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de 4 a 28 de julho, na Arena do Espaço Sesc - Copacabana
qui a sáb, 20h30 | dom, 18h30


Barbara heliodora 
o globo | 19:23h | 09.jul.2013 
O globo | 19:23h | 09.jul.2013 
O prazer do texto
É um prazer voltar ao trabalho de uma dramaturga jovem mas constante, cujo talento para apresentar ideias em termos de ação, ou seja, para teatro, vai se solidificando com cada novo texto. “Um dia qualquer” mescla um divertido diálogo realista com uma situação em que um banco de praça é palco de um encontro corriqueiro, mas também onírico, entre quatro pessoas de personalidades e atividades diversas.

Por um lado emudecidas com o escudo da privacidade, todas cedem à tentação de usar estranhos para revelações que amigos jamais ouviriam, e ao fim do fortuito encontro saem todas definitivamente tocadas e enriquecidas pelo que aprendem a respeito de si mesmas e por terem sido levadas a ouvir e, ao menos um pouco, respeitar os outros. Pensar e rir ao mesmo tempo, repentinamente, se torna lógico e até fácil com o humor de Spadaccini, que, em “Um dia qualquer”, conduz o diálogo desses quatro seres perdidos e solitários que buscam seus sonhos, inclusive aquele, difícil de descobrir, “quem sou eu?”.

Simples mas precisa
A encenação é simples mas precisa: o piso da Arena do Espaço Sesc, em Copacabana, trabalhado por Daniele Geammal em atraentes formas geométricas, com o crucial banco da praça como único elemento colorido, tem tudo a ver com a situação e o tom do diálogo, enquanto os figurinos de Ticiana Passos vestem as quatro personalidades e as estabelecem como peças de um jogo de tabuleiro. A luz de Renato Machado, justa e bonita, passeia entre a realidade e o sonho, fazendo uma ótima contribuição para o espetáculo. A direção de Alexandre Mello é produto de grande intimidade não só com esse texto como também com as maiores inquietações de Spadaccini, encontrando um precioso equilíbrio entre a relevância dos temas da peça e o brilhante humor com que esses são expressados, inclusive na individualização de marcas e movimentos.

O quarteto do encontro é formado por (segundo a ordem de entrada em cena) Leandro Baumgratz (o advogado), Anna Sant’Ana (a professora de inglês), Rogério Garcia (o ator) e Dida Camero (a enfermeira). Todos eles estão obviamente apaixonados pelo universo de “Um dia qualquer” e se entregam à loucura particular dos sonhos de cada um com a leveza e a inteligência que o texto pede, obtendo um rendimento conjunto delicioso.

O novo texto de Julia Spadaccini é motivo de um espetáculo de ótima qualidade, uma alegria para o presente aprimoramento da dramaturgia brasileira, e, principalmente, um espetáculo que encanta o público.

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Um dia qualquer (RJ)


por Rodrigo Monteiro

Em uma das cenas, há a referência a
"O mágico de Oz"
A melhor coisa, entre tantas, de “Um dia qualquer” é a ironia inteligente com que Julia Spadaccini e Alexandre Mello dão a ver suas visões sobre banalidade e absurdo. Ao mesmo tempo em que o título trata de algo vulgar, banal, supérfluo, os diálogos e os personagens dão conta de uma situação que sobrevive sob a égide de uma lógica (ou de sua ausência) que é diferente da que estamos acostumados a construir. A contribuição mais sublime do teatro do absurdo, mais vivo do que nunca felizmente, é justamente essa: mostrar o quanto o cotidiano não pode ser explicado pela razão. Em cartaz, no Teatro Arena do Sesc Copacabana, aí está um dos melhores espetáculos do ano, abrindo o segundo semestre de 2013 com a dialética contemporânea do significativo e do sem sentido. 

De Qorpo Santo na Porto Alegre do século XIX a Ionesco na Paris do século XX, o teatro do absurdo aproxima peças teatrais que leem o mundo como se esse fosse um jogo jogado por Deus (?) cujas peças somos nós. Sem acesso às regras ou a qualquer tipo de estratégia, pairamos em situações sem explicação, fazemos coisas que não queremos, estamos unidos a pessoas em relacionamentos sem retorno, em lugares e em empregos com os quais não somos comprometidos, etc. O quadro resultante desse "saco"de contradições nos dá uma sensação de alívio, pois nossa consciência ganha nele margem para descansar do árduo trabalho de tanto dar sentido a tudo. Esse é o universo desta dramaturgia de Julia Spadaccini (literária) e de Alexandre Mello (cênica) cuja beleza estética e o divertimento proporcionado são garantidos.

Numa praça, encontram-se um advogado metido a herói que é perdedor (interpretado por Leandro Baumgratz), uma palhaço triste (Rogério Garcia), uma professora que não aprende com as próprias lições (Anna Sant`Ana) e uma enfermeira pouco interessada em seguir rotinas (Dida Camero). Resguardado o direito de ir e vir, os quatro estão presos a um mesmo banco comum como que “entre quadro paredes” (Sartre) em local que é aberto e público. Não se sabe na plateia o que, afinal, os prende ali, não havendo também certeza do que os trouxe, nem tampouco o que acontecerá na sequência. Estão simplesmente e, nesse estar, compõem uma metáfora para uma pequena cidade, onde um personagem descobre sua função na necessidade do outro, cuja resposta varia de tempos em tempos, gerando, além de interpretações diferentes, movimentos narrativos bastante ricos. Crianças maldosas, sorrisos falsos em fotografias, meias vermelhas, saudades inúteis: as cores dessa história partem de lugares próximos e dão pulos curtos uma vez que não há um conflito que surja no início e movimente toda a roda até o fim. Em termos de dramaturgia, há apenas uma situação que dá conta de duas ou três frases e logo já é modificada, deixando o drible do tempo como desafio que é felizmente vencido. 

O advogado construído por Leandro Baumgratz não começa bem a história, muito nervoso, com gestos para cada fala, histriônico além da conta. No entanto, com a chegada da professora interpretada por Anna Sant`Ana, o equilíbrio aumenta e a contracena se mostra melhor que a cena. Em seguida, Rogério Garcia (o palhaço) e Dida Camero (a enfermeira) completam o quadro, trazendo profundidade e energia, de forma que o todo resulta em um conjunto positivo de interpretações sem exceção. Pequenos monólogos acontecem sem chamarem para si um valor que os destaque o que é bastante positivo. Com  ótima fluência, a direção de Mello faz com que as cenas se sucedam e se antecipem engendradas a contento por falas bem ditas, situações construídas em diversos níveis e potentes. 

Bonitos são os figurinos de Ticiana Passos e o desenho de iluminação de Renato Machado, ambos oferecendo detalhes outros na medida em que os olhos do espectador se acostumam com as figuras e com os acordos que elas fazem entre si para continuarem ali. Destaque para o cenário de Daniele Geammal: com pedaços de placas espelhadas, parece haver um lago diante do banco. Nesse caso, ou os personagens andariam sobre as águas desse lago ou, na verdade, estamos todos submersos e o mundo real é aquele que está abaixo de sua superfície. Em ambas as sugestões de interpretação, e podem haver muitas outras, há a inteligência de uma concepção que amarra com galhardia a estrutura absurda do teatro que Spadaccini e Mello propõem. A trilha sonora de Baumgratz traz um certo ar poético que é positivo porque discreto. 

Os atores usam bem o tempo da comédia na viabilização das cenas, fazendo de “Um dia qualquer” um programa divertido além de muito inteligente e com alto valor estético. Profundidade e graça andam aqui de mãos dadas com o talento e a técnica bem aplicadas. Aplausos!

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Ficha técnica:

Texto: Julia Spadaccini
Direção: Alexandre Mello

Elenco:
Anna Sant`Ana
Dida Camero
Leandro Baumgratz
Rogério Garcia

Iluminação: Renato Machado
Cenário: Daniele Geammal
Figurinos: Ticiana Passos
Trilha Sonora: Leandro Baumgratz
Projeto Gráfico: Humberto Costa - Mais Programação Visual
Assessoria de Imprensa: Gabriela Motta
Preparação corporal em dança flamenca: Eliane Carvalho
Assistência de direção e Produção executiva: Paula Loffler
Direção de produção: Anna Sant`Ana e Rogério Garcia
Realização: Usina d`Arte Produções Artísticas